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Não tenho coragem de disciplinar/corrigir meu filho PDF Imprimir E-mail
Por Luis Eduardo Machado   
13 de May de 2010

Thou shalt fear thy father por nerdegutt.Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” Provérbios 22:6

A pergunta inquietante é: por que pais cristãos que conhecem o ensino da Palavra de Deus sobre educação de filhos se recusam a aplicar a disciplina/correção?

Conheço pais e mães que são cristãos sérios, que têm desejo sincero de que seus filhos cresçam diante de Deus, que frequentam regularmente a Igreja, que lêem a Bíblia, mas não aplicam a disciplina bíblica nos seus filhos. Alguns deles nem mesmo se indispõem com os filhos.Por que isso acontece?

Alguns motivos, consequências e soluções... 

Motivo 1: Trauma da infância por ter sofrido com a violência física abusiva dos pais.

Consequência: não disciplinam os filhos, tem temor que eles sofram e tenham traumas como eles tiveram.

Solução: Compreender que a disciplina que Deus instituiu não é violência nem abuso e que, quando corretamente aplicada, produz frutos de obediência e santidade na vida dos filhos. A disciplina bíblica é necessária, não é opcional! São deveres dos pais. Se os pais se omitirem não haverá jeito! 

Motivo 2: Acham que os filhos são pequenos demais, acham que a atitude errada deles é “coisa de criança” e que vai passar com o tempo.

Consequência: ficam adiando a disciplina e são demasiadamante tolerantes com as demonstrações de desobediência e teimosia dos filhos. Quando os filhos crescerem e continuarem fazendo coisas erradas vão continuar a buscar desculpas; no fundo não querem se indispor com o filho, isto é, querem ser “legais” todo o tempo.

Solução: aprender a distinguir entre comportamente infantil (coisa de criança como derrubar, se sujar, chorar, etc.) e comportamento rebelde (coisa do pecado do coração como mexer em algo que os pais já falaram para não mexer, fazer escândalo, se jogar no chão, mentir, etc.). Comportamento infantil deve ser tolerado, comportamento pecaminoso deve ser confrontado e corrigido. Não há idade para corrigir (pois o pecado se manifesta desde o nascimento), o que muda é a forma da correção. Em todos os casos os pais não devem deixar o comportamento errado prevalecer. 

Motivo 3: Um dos pais já é firme e disciplina, então o outro se acha no direito de se omitir.

Consequências: Há um desequilíbrio nas relações no lar. Um é sobrecarregado e o outro é subparticipante. Não existe essa coisa de “eu amo e cuido e você – o outro conjuge – disciplina”. “Olha menino, quando o seu pai chegar você vai ver só” é uma frase triste que demonstra uma mãe frágil e permissiva (e em alguns casos refém do filho). Quando um pai ou uma mãe se recusa a disciplinar/intervir a situação pode complicar muito quando a criança crescer. Logo a criança aprende que o pai ou a mãe que não disciplina pode ser abusado e manipulado por ela. Quando for adolescente...

Solução: cumprir a tarefa que Deus nos deu. Os dois devem disciplinar, confrontar e enfrentar. Todos os dois. Quando um é firme e o outro é mole a situação fica perigosamente desequilibrada. 

Motivo 4: Há pais que temem não serem mais amados pelos filhos quando houver confronto.

Consequências: Pais permissivos e filhos estregues a eles mesmos. Pais apreensivos e filhos folgados. Pais reféns emocionalmente dos filhos e filhos aprendendo a manipular os pais através das emoções.

Solução: Entender que a disciplina no modelo bíblico produz mais amor e proximidade (e não o contrário). Entender que criança é criança e adulto deve ser adulto, isto é, NUNCA um adulto deve se deixar manipular por uma criança. A mesma criança que diz “eu não te amo mais”, volta daqui um pouco, abraça e diz “me perdoe, eu te amo”. Pais adultos devem ter mais equilibrio emocional do que os filhos. Filhos falam tolices e depois nem se lembram mais do que disseram. Se os adultos forem firmes e maduros tudo se resolve; se os pais forem “moles”, os filhos aprendem a manipular. 

Motivo 5: Há pais que acham que os filhos deles são tão especiais que nunca precisam de correção.

Consequências: Sem correção, sem respeito. Sem respeito, sem limites. Sem limites, desgraça!

Solução: Todas as crianças vão cometer atos de desobediência e de pecado voluntário e vão necessitar de correção. Umas mais, outras menos, mas  nenhuma nada.

Motivo 6: Há pais que duvidam do ensino bíblico da correção física e só ficam na conversa interminável.

Consequência: Filhos que aprendem a dissimular e ficam hábeis em levar os pais na conversa. Não há temor e então não há respeito. Sem respeito...

Solução: A Bíblia não ensina somente correção física e a correção física deve estar sempre inserida num contexto de amor e convivência. Isto posto, não creio haver possibilidade de que crianças pequenas não precisem ao menos algumas vezes “conversar com o chinelo”. Veja bem: você dialogou e o comportamento errado cessou, que bom! Não precisa haver desgaste. Você conversou e nada mudou, o que resta a fazer? Deixar a rebeldia prevalecer? (Gosto muito de pensar em que tipo de diálogo pode haver entre um pai adulto e um filho de 2 anos e meio disposto a ser o “dono do mundo”, mas... alguns pais tentam...) 

Motivo 7: Há pais cristãos que vão a Igreja, lêem a Bíblia, mas na educação de filhos preferem ouvir os gurus da psicologia humanista contemporânea.

Consequência: Mistura perigosa das coisas de Deus (odiadas pelo mundo) e das coisas do mundo (odiadas por Deus). Confusão.

Solução: Confiar em Deus e na Sua Palavra quando ela diz que é suficiente e eficaz (não precisa de complementos humanistas e anti-Deus). 

Tenho notado que alguns grupos de pais constituem uma espécie de “grupo de risco” em relação a correção dos filhos. São pais e mães que por motivos “agravantes” correm mais risco de serem omissos na aplicação da disciplina bíblica.

São eles:

a) pais mais velhos que tiveram filhos tardiamente

b) pais que tiveram grande dificuldade para engravidar

c) pais que trabalham muito e ficam muito fora de casa

d) pais separados/divorciados 

Queridos, eu já disse e repito: disciplinar/corrigir não é simples, não é fácil nem divertido. É SEMPRE desafiador e dolorido (para ambos). Porém, NÃO HÁ OUTRO JEITO!!!

Vamos confiar em Deus e obedecer. E que Ele nos abençoe.

Última Atualização ( 13 de May de 2010 )
 
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