“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” 2 Co 6:14
Pais cristãos sempre devem se preocupar com aquilo que os seus filhos aprendem ou mesmo com aquilo em que os filhos estão vinculados. De um lado, há a questão do testemunho cristão (ficar longe do que pode dar mau testemunho) e de outro lado há o risco de contaminação pelo pecado. Devemos estar no meio do mundo, mas não ser “do mundo”. Um dos desafios é decidir sobre as artes marciais ou outros esportes de contato. Podemos deixar nossos filhos praticarem? Creio que a resposta deve considerar dois pontos: de um lado a condição do ambiente e das amizades envolvidas na prática e de outro lado a “filosofia” (ou mesmo crença) implícita (ou mesmo explícita) no esporte. Com relação ao ambiente da prática devemos verificar: a) é um lugar frequentado por pessoas “saudáveis” ou por pessoas que idolatram o esporte acima de tudo (inclusive de Deus)? b) mesmo em meio a uma prática de luta, o ensino é pacificador ou há o incentivo para a violência? c) as amizades são saudáveis ou formam o gueto (ou a tribo) dos lutadores? d) o professor é confiável? Lembre-se de questões como pedofilia, estímulo a violência, etc.? A verdade é que muitas dessas “academias” são lugares estranhos, frequentados por tipos estranhos, com linguagem própria e estranha. Mas, é claro que existem exceções. Quanto a “filosofia” apresentada, verifique: a) ensinam somente um esporte saudável ou ensinam junto uma filosofia de vida, contrária aos preceitos bíblicos? b) ensinam somente um esporte ou ensinam junto práticas e filosofias de misticismo ou de cultura zen budista (contrárias a Palavra de Deus?) c) tem apenas os gestos típicos do esporte ou tem gestual “religioso” junto? A verdade é que o ideal é que haja somente a prática do esporte sem “filosofias”, mas talvez em alguns casos não seja assim. Penso que cada caso é um caso; assim como na escolinha de futebol pode-se ensinar apenas o esporte, ou pode-se também ensinar a mentira, a malandragem, o palavrão, a violência, tudo como parte integrante do futebol. Uma palavra rápida sobre dois populares esportes de contato.Sobre a capoeira, no site Capoeira do Brasil aparece o texto: “Mestre Decânio, o mais idoso "Filho de Bimba" ainda vivo, decano da Capoeira Regional, médico e filósofo, pesquisador da capoeira, contribuiu recentemente com interessantes observações sobre a questão da origem da capoeira. Estudando os ritmos do candomblé, percebeu que o ritmo básico de Logunedê corresponde às batidas do pandeiro na capoeira. Podemos concluir: "O candomblé é a fonte mística... donde brota a magia da capoeira!" Há grande similitudes entre os movimentos da capoeira e os movimentos das danças rituais do candomblé, e outras semelhanças: no candomblé, o ritmo dos atabaques é o nexo entre "os Orixás e o Vodunce", assim como na capoeira, o estilo do jogo acompanha a musicalidade do toque. A capoeira é o processo complexo constituído pela fusão ou caldeamento de fatores de várias origens... dos africanos herdamos os movimentos rituais fundamentais do candomblé...”. Podemos redimir a Capoeira dessa herança pagã e transformá-la em algo saudável a agradável aos olhos de Deus? Sobre o Judô, descreve a Federação Paulista de Judô: “A filosofia do Judô é fortemente influenciada pela filosofia de vida oriental, a qual transforma a disciplina e o equilíbrio em formas de viver e encarar o semelhante. As palavras de Jigoro Kano sintetizam o princípio do Judô: “pelo treinamento em ataques e defesas, educa-se o corpo e o espírito, tornando a essência espiritual do Judô uma parte de seu próprio ser.” Assim, todos os valores que o judoca aprende nos seus treinamentos, como exemplo, a humildade e a perseverança, devem ser praticadas nos atos do dia-a-dia. Disciplina, Respeito, Educação, Desenvolvimento da Força Física e Técnica, são as cinco regras básicas que o judoca deve seguir.” Podemos aproveitar as virtudes pretendidas pelo judô sem nos aproximarmos de práticas e filosofias budistas? (tenho impressão que o judô praticado no Brasil em sua maioria tem se concentrado mais na luta do que na filosofia, mas é bom vigiar). Esporte é muito bom e saudável! Esporte com filosofia anticristã é veneno disfarçado de vitamina. |