“Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou em sua avó Lóide ...” (II Tim 1:5a)
Veja o evento: você leva o seu filho para visitar aos avós. A criança quer brincar do lado de fora da casa (no quintal), mas está muito frio. Então você diz ao seu filho: “Filho brinque aqui dentro, não pode brincar lá fora que está muito frio e você vai pegar uma gripe”. No mesmo instante surge o avô do menino, pega o seu filho no colo e diz: “Que nada! Não está tão frio assim não! Criança tem que se divertir”. E imediatamente leva a criança para brincar lá fora. E ainda diz ao menino: “Como seu pai está chato hoje, qual o problema de um ventinho...” Outro evento: você leva a sua filha na casa dos tios (que podem ser parentes ou amigos próximos). A tia para agradar oferece doce a menina. Você intervém dizendo: “ Querida, agradeça a tia, mas não pegue porque você não pode comer muito açúcar que lhe faz mal”. No mesmo instante a tia solícita diz: “Que nada! Que mal pode fazer um docinho, pegue querida, pegue uns quatro...” Esses são pequenos exemplos de entes queridos que embora estejam bem intencionados, cometeram o erro de interferir na autoridade paterna/materna. Esse é um erro comum: avós e tios esquecem qual o seu real lugar na relação com os sobrinhos e netos. E quando fazem isso complicam as coisas para os pais, pois os colocam numa posição de “carrascos injustos” diante dos filhos, enquanto que os tios e avós serão sempre “bonzinhos permissivos”. Alguns conselhos para avós e tios na relação com os netos/sobrinhos: 1- Lembre-se: essa criança tem pai/mãe e são eles que têm autoridade final sobre a criança. Somente na ausência dos pais os avós e tios terão autoridade substituta. 2- Avós e tios devem SEMPRE apoiar e confirmar as ordens dos pais. Nunca devem contrariar nem se opor ao que os pais disserem. A responsabilidade pela educação dos filhos é dos pais. Tios e avós ajudam! 3- Se os pais estiverem errados, fale diretamente com eles, longe da presença dos netos/sobrinhos. NUNCA desencoraje os filhos de obedecerem aos pais, NUNCA ofereça outro caminho diferente do caminho ofertado pelos pais. 4- Evite “ser legal” à custa de coisas que os pais não permitem. Se os pais não deixam comer doce, não ofereça. Se os pais disserem para a criança sentar, não ofereça o seu colo. Se for hora da disciplina não se coloque como advogado de defesa da criança. 5- Sempre pergunte as crianças: “O que os seus pais acham disso?”. Sempre pergunte aos pais: “Como você gostaria que eu cuidasse do seu filho? O que pode e o que não pode?” 6- Você é um agente dos pais para reforçar os princípios de educação corretos que eles, a partir da Bíblia, escolheram para os filhos. Avós e tios, vocês são muito amados, têm papel relevante no processo de formação dos nossos filhos, mas tem que entender o seu papel de apoio aos pais, assim o processo educacional vai ficar mais forte e eficaz. Você tem apoiado ou tem “minado” a educação que os pais dão aos seus netos e sobrinhos? |